Íncubo

Susto, medo e desejo. Com essa exata ordem de emoções a morena de trinta e dois anos leu as frases curtas da mensagem no celular. Era...



Resultado de imagem para sensualidade em sombras Susto, medo e desejo. Com essa exata ordem de emoções a morena de trinta e dois anos leu as frases curtas da mensagem no celular. Era pra ser só uma conversa de uma mulher casada com um cara de vinte anos sobre namoros e esse tipo de coisa. Nada que não tivesse acontecido antes.Ela mesma tinha levado a conversa para assuntos pessoais, mas ninguém esperaria uma direta dessas.
“Desde a época lá da igreja sempre tive tesão em vc. Eu e o Steferson ficávamos comntando sobre seu corpo sempre que dava”

Foi uma pausa longa, de uns dez minutos.
“pq ta me dizendo isso?”
“Pq te acho muito linda, e achei que não tinha nada a perder”

Não respondeu nada. Só ficou ali sentada com os antebraços apoiados na mesa e as coxas grossas cruzadas enquanto olhava para o celular. Não era o tipo de idéia que ela teria levado a sério desde então, mas você sabe como são as pessoas. Já tinha dois filhos, casada a uns anos e a vida já não tinha grandes emoções. Acordar cedo, cozinhar, trabalhar no salão, igreja, filhos e de repente um corpo de vinte anos interessado no seu. Um corpo em especial, que ela vira crescer desde a adolescência.
Era pecado. E quem se importa? Nenhum deus é tão importante assim. Importante é o sexo. Precisava de sexo. Sexo ou de qualquer coisa que desse mais medo e adrenalina que o marido.
“olha, isso não é certo. eu conheço sua mãe, ti vi crescer. você sabe que isso não é certo”
“E como ficam as coisas?”
“não sei. a gente tem que conversar melhor sobre isso”
“Eu vou ai então”

Continuava direto. Já fazia um tempo que não se falavam, mas ela não sabia que o garoto tinha mudado assim. Não precisou mais fingir santidade nessa ocasião. Limitou-se simplesmente a dizer dia e hora. Ficou tudo mais ou menos claro.
Dia marcado, filhos na escola e o marido trabalhando, escutou o motor da moto se aproximando e desligando perto da calçada. Em seguida a campainha.

- Quem é?
Apesar de tudo tinha de fingir naturalidade, nem que fosse para os vizinhos.
Convidou para entrar, ofereceu café e, tendo o rapaz recusado, limitou-se a ficar de pé, encostada na bancada e perigosamente próxima ao tamborete dele. Usava shorts e uma blusa de alças e tecido finos, húmidos. Aproveitava o dia de folga pra lavar as roupas da família e, aparentemente, resolveu lavar todos os sutiãs também.Estava bem à vontade.
Começou o papo furado:

- E sua mãe?

- Tá lá. Trabalhando no mesmo lugar.

- Ela que não sabe o que cê anda aprontando...

Sorriu e olhou para o lado, não como uma princesa de contos de fada, mas um olhar despreocupado, como quem se sente no comando da situação. Nada a temer do garoto, apesar de saber que ele lhe olhava os seios.

- Tá estudando?

O papo furado seguiu só por mais uns minutos. Uma mulher assim não assume os próprios desejos pra quem acaba de chegar. Rindo de qualquer coisa ela foi para o outro lado do balcão e sentou de frente para ele. O olhar dele era fixo, profundo e não se desviou enquanto ela fingia distração.
As esquivas e a expressão do rosto corado diziam tudo. Não haveriam conversas, preliminares, nem pedidos de “com licença”. Ele não precisava conquistar nada. Segurou nos cachos volumosos presos atrás da nuca e, assim que ela voltou os olhos, beijou a boca. Beijaram se olhando. Cheiro de café e de bala de menta se misturavam enquanto as línguas se enrolavam sobre o balcão.
A blusinha de algodão não foi obstáculo algum. Sentia a umidade do tecido nas costas da mão e na palma os seios médios e firmes, com o mamilo rígido lhe fazendo carícias. O beijo foi longo e excitante logo estavam os dois de pé, um de cada lado do balcão, se esticando e esforçando para se beijar enquanto tiram as roupas um do outro.
Resultado de imagem para sexo Foi então que subiram. Sentindo os farelos de pães e biscoitos ferindo os joelhos, os dois se abraçavam, se mordiam e as unhas longas de manicure percorriam toda a extensão das costas do rapaz. Se deitaram. Ela sem blusa, com a pele parda tocando a pedra gelada, só precisou levantar de leve os quadris para que o íncubo jogasse ao chão os shorts.
O oral era maravilhoso, entusiasmado, apressado… Gemia abafado para não gerar comentários (só queria foder com o cara, afinal), mas ele pôs dois dedos de uma vez e não houve jeito. Gemeu alto. Gemeu forte. Já era hora.
Ele subiu, apontou a ereção para o sexo úmido da mulher fragilizada e começou a penetrar. Ela mordia a clavícula pra não dar mais vexame e deixou o garoto fazer o trabalho. Ele respirava alto, segurava na cintura com as duas mãos e os dedões apertavam na barriga. Com a virilha em chamas ele fazia a carne dela bater contra a pedra com um som molhado de suor numa cadência rápida.
Enquanto gemia, a mulher pensava nos ouvidos dos vizinhos, pensava na família e na igreja, pensava no que os outros pensariam, pensava no pau entrando e saindo rápido de dentro de si e até na pedra do balcão que podia quebrar a qualquer momento. Era loucura. Era a adrenalina de que precisava. Levou as mãos ao meio das costas dele e cravou as unhas com força. Queria gemer alto, gritar e, como não podia, fazia força pra machucar o rapaz e anunciar que estava gozando. Ele foi junto.

O cara ejaculou forte. Gozou como nunca e deixou tudo lá dentro enquanto diminuia a cadência aos poucos. Beijou a mulher, deu-lhe um tapa na bunda, levantou e foi para o banheiro fazer um curativo. Ganharam o dia.



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1 comentários

  1. Nada de muito especial. O bom e velho sexo, a luxúria do ser humano, os fetiches e os desejos nutridos por toda uma vida; e o melhor, uma referência, afinal de contas, o rapaz saiu do nada, voraz, atrás da pobre senhor. Um ótimo estilo, apesar dos poucos erros de ortografia, uma historieta erótica, vou esquecê-la em uma semana, mas foi um ótimo proveito que tirei à noite. Muito obrigado.

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